quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Os bonecos de barro


..."As dificuldades surgiam como uma vida que vai crescendo. Seus bonecos, pelo efeito do barro claro, eram pálidos. Se ela queria sombreá-los não o conseguia com o auxílio da cor, e por força dessa deficiência aprendeu a lhes dar sombra ainda por meio de forma. Depois inventou uma liberdade: com uma folhinha seca sob um fino traço de barro conseguia um vago colorido, triste assustada quase inteiramente morto. Misturando barro à terra, obtinha ainda outro material menos plástico, porém mais severo e solene. MAS COMO FAZER O CÉU? Nem começar podia! Não queria nuvens — o que poderia obter, pelo menos grosseiramente — mas o céu, o céu mesmo, com sua existência, cor solta, ausência de cor. Ela descobriu que precisava usar uma matéria mais leve que não pudesse sequer ser apalpada, sentida, talvez apenas vista, quem sabe! Compreendeu que isso ela conseguiria com tintas.

E às vezes numa queda, como se tudo se purificasse, ela se contentava em fazer uma superfície lisa, serena, unida, numa simplicidade fina e tranqüila."

Clarice Lispector

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008


Quando as paixões acabam resta a serenidade.
É como se toda aquela turbulência se fosse como uma tempestade passa e deixa tudo remexido que com o tempo se ajeita.
O sol aparece e as coisas voltam ao seu devido estado. Algumas árvores caídas, alguns pássaros se vão, mas essas mudanças comporão um novo ambiente talvez mais resistente a novas tempestades. Os bichos saberão onde se esconder, as árvores que ficaram são fortes o suficiente para não cair, tudo se torna diferente, porém seguro.
Muitas vezes as pessoas que deixamos de amar assumem uma posição diferente em nossas vidas. Talvez uma posição mais confortável para ambas as partes. Um novo ambiente se forma. Quem sabe mais forte.
Não deveremos, no entanto, torcer para que as paixões se acabem. Tudo talvez seja mais bonito antes da tempestade.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007



A música diz tudo.
Juro que to procurando mais tempo pra escrever...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ah...se eu pudesse...


Observando cada gesto, cada parte do seu corpo, cada ruga do seu rosto, cada ângulo do seu sorriso.É assim que eu me sinto bem, é assim que eu me sinto próxima de você mesmo sem poder estar. Nesse momento meu pensamento fervilha, cria situações em que você me olha. Talvez eu queira não estar nessa situação, não criar expectativas, esperanças. Minhas mãos tremem em só você passar, com ela. Sempre. Como eu queria que você estivesse ali, rindo pra mim, falando comigo, pegando na minha mão, passando comigo. Como eu queria. Como eu queria perder essa esperança de estar ali, não somente admirando cada gesto seu, cada parte do seu corpo, cada ruga do seu rosto, cada ângulo do seu sorriso.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007


Que decisão tomar quando não se consegue ver qual lado é melhor?
Arriscar e correr o risco de perder pra sempre e ou deixar como está e nunca ter de verdade?

Se eu soubesse a resposta...Ah! se eu soubesse a resposta!