Eu e Bruno
Maria, Jamille, Tati e eu
Eu, Ana Gabi e Lai
Eu e Tati
Eu e a Frô =P
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Vamo montar o buteco?

Voltando de mais um passeio acarajezístico, eu, minhas primas e minha irmã, somando quatro pessoas, estávamos entrando no elevador quando vemos duas criaturas entrando no prédio. Esperamos para subir no mesmo elevador. Aí em um dado momento as duas criaturas se multiplicaram e quando já estávamos dentro do elevador percebemos que eram quatro rapazes.
8 pessoas num elevador que só cabem 4 não ia dar muito certo. Foi batata. O elevador nem se moveu. Um dos idiotas que estava perto do painel não quis, ou não conseguiu por força do álcool, apertar o botão pra abrir a porta.
Então minha prima num ato de pura sinceridade falou que já estava ficando bêbada só com o cheiro que saía dos meninos. Aí os garotinhos resolveram fazer milhões de graças, dentre elas imitar a propaganda de uma cerveja. Eis que o engraçadinho dispara: "Vamo montar o buteco?". Eu que sou extremamente besta pra rir caí na gargalhada. Foi então que os retardados acharam que estavam arrasando.
Por obra divina, o porteiro abriu o elevador e conseguimos sair daquele inferno. Um dos rapazes até desistiu de ir no elevador pra nos fazer companhia (¬¬').
Imediatamente eu empurrei o menino pra dentro do elevador e fechei a porta.
É cada uma... Bando de palhaço!
Eu mereço?

Foto completamente tudo a ver ¬¬'
Acho que os engraçadinhos de ontem mereciam ser reconhecidos. Afinal, realizaram um trabalho jamais visto. Quer dizer, sempre tem aquele que te chama de gostosa, mas esse já é um outro departamento.
O carióáca era primo de Bruno, mas não de Paulinho, estranho, não? Ele realmente achava que sabia dançar (deve ter aprendido com Bruno (até que é bonitinho, maaas...), me derrubou em cima de Luquinhas e era mais sem ritmo que Leticia (uma proeza).
O carióáca Júnior, mais um advogado no mundo (palavras do próprio), está na Bahia a passeio e querendo beber, cair e levantar. Uma pessoa que tenta roubar um beijo nos clássicos dois beijinhos só pode estar bêbada. Depois de me segurar dançando com ele durante uns 15 minutos o rapaz não quer me largar. Eu mereço? Nãããão! As frases clássicas como "você é linda" e "você tem um sorriso linda" também foram disparadas durante uma música do Ministro Gilberto que, segundo ele, era a única que ele conhecia. Muito mal cantada. Quando ele percebeu que não sabia cantar a música resolveu ser "criativo". Vida duuuuuuuuuuuura!
Foguete Bar

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Ontem eu estava completamente ímã de louco. O carioca-junior que não sabia dançar forró e era primo de Bruno. O louco que se achava gatinho (imagina a criatura), o personal trainner-engenheiro-dançarino-professor-expert em cidades do interior e em bandas de forró-junior. Pois sim... Parece que a cidade está infestada de “Júniors”. Talvez seja a melhor forma de não-identificação, afinal, Júnior não é nome.
O lindo e gostoso que se acha e é arrocheiro que começou a rebolar na minha frente (acho que ele queria que eu olhasse pra bunda dele. Olhei c.l.a.r.o.!). O carinha que encara e não chega. O baixista da banda de axé fein que dói na alma, mas que é artista, né? Fazer o quê? O prêi-bói baixinho e metido. Aiiin! Essa vida é dura.
Tirando todas essas figuras exóticas, a noite foi ótima e o forró estava 10. Lulu Cirne arrasando na dança (perdi o show dela =/) e todas aquelas pessoas que dão na cara que fazem dança de salão. Lindo demais.
Pessoas maravilhosas me fazendo companhia e Tati como sempre empolgadíssima. A Faculdade Bahiana de Medicina toda lá e eu! A equipe qboa toda lá e não eu.
Preciso de mais noites dessas.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Álvaro de Campos
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Momento deprê

Entrei em casa pela milionésima vez. Dessa vez não tinha ninguém em casa. Tudo o que eu procurava era paz e parecia que eu enfim tinha alcançado. Procurei o interruptor para quebrar aquela escuridão toda, mas parece que a luz havia queimado. Depois daquele leve xingamento interno, segui em direção à cozinha. Peguei a pior besteira que eu achei pra comer e pensei que deveria começar uma dieta. Mas pra quê?
Segui para o quarto e entrei. Dessa vez não precisaria trancar a porta, mas o costume me fez passar a chave. Destranquei-a imediatamente numa tentativa frustrada de tentar abrir todas as travas que me impedem de conviver harmoniosamente com todas as pessoas. O celular toca e aquela pessoa que sempre que me ligava me fazia abrir o maior dos sorrisos dessa vez me fez arrancar rapidamente a bateria do celular. Hoje era um dia só meu no qual eu decidiria mudar o meu comportamento com as pessoas. Ações completamente opostas à minha vontade. Ao entrar no prédio nem um "boa noite" foi dito à vizinha que esperava o elevador junto comigo.
Por mais que o mundo tentasse me unir às pessoas, mais eu me afastava. Criava uma espécie de cerca elétrica que havia sido colocada ali por proteção. A tentativa de me proteger de todas as decepções acabou por provocar milhões de outras. Lembranças fazem apertar o peito, ligo o rádio tentando fugir daquilo e a única música que não poderia tocar nesse momento parece que foi escolhida a dedo. Descubro que meus pés não tocam mais o chão, meus olhos não vêem a minha direção, da minha boca saem coisas sem sentido. Não vejo mais o meu farol e hoje estou perdida.
Estatelada em minha cama e olhando o teto branco do meu quarto ouço a música e choro. Uma única lágrima. The last cry before I leave all behind. I have to put all this out of my mind this time.
Durmo e enfim sonho com ele. A razão de todo esse sofrimento.
Trágico, não?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Sobre a importância de algumas pessoas
Aline,
Minha filhina querida.
Gostaria de poder te pegar no colo e te proteger de todas as dificuldades da vida. Fiz isso muitas vezes, ao teu lado, torcendo por voce e orando em silencio.
Agora com o Vestibular não será diferente.
Este será mais um momento importante em sua vida e estarei ao teu lado como sempre.
Peço a Jesus muita tranquilidade para voce. Tenha muita confiança em voce, no seu potencial que as coisas ficam mais simples, fluem melhor. Deixe de lado a preocupação e viva simplesmente.
Conte sempre comigo. Vai dar tudo certo.
Ora e confia.
Beijos ,
Mami - Cecé
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Pitty - Na Sua Estante
Pitty
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
'Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar a minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar
(só pq eu ouvi e gostei)
"São tempos difíceis para os sonhadores"
Concordando plenamente com a frase: "Não adianta tentar tirar da cabeça o que não sai do coração".
Acho que no fundo isso deixa de ser paixão e passa a ser possessividade (precisando urgentemente de terapia). Quando a gente tenta achar as melhores palavras percebe que não adianta tentar expressar algo que somos apenas capazes de sentir.
Tentando esquecer novamente o coração no bolso da calça pra conseguir viver em paz. Procurando formas de evitar o inevitável, de vencer o invencível. Não sei o que vai ser, mas de uma coisa eu tenho certeza: "ou vai ou racha".
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O sol na cama da relva

"A tua boca e a lua, a minha boca e a tua vão deixando pela rua palavras e silêncios que jamais se encontrarão."
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Mais uma vez...

Talvez a perda seja o momento mais difícil pra mim. É quando se vê que o que amo está pra me escapar por entre os dedos que me deparo com minha necessidade de tentar evitar o inevitável.
Já sinto falta de tanta coisa que ainda vou perder. Amigos, amores, escola, provas aos sábados...
Tanto medo do que há por vir... Tanta vontade de que as coisas se ajeitem. Tudo tem que dar mais que certo pra tentar apagar a tristeza de tantas despedidas. Talvez algumas dessas distâncias me façam bem, mas eu sei que no fundo a grande maioria vai deixar um dano irreparável em mim. Sei que Bruno só vai vir duas vezes por ano e que mesmo assim a gente mal vá se ver. Sei que toda vez que eu passar pelo Anchieta vai me aparecer na cabeça todos aquelas aulas que eu não agüentava mais, todas aquelas pessoas que eu gostava. Talvez a gente ainda esteja lá em pensamento ocupando as cadeiras, roubando extintores, fugindo das aulas de Octa. Talvez nós nos encontremos nos corredores da vida ou nas salas de Ritinha. Talvez isso até perca a importância pra gente, mas eu sei que enquanto isso não acontecer eu vou lembrar de cada momento, de cada "bom dia" mal humorado de manhã, de cada desenho no quadro de giz. Sei também que o que vem aí me encanta, me apaixona, mas é impossível deixar de amar cada gesto de cada pessoa, cada "Xuxuuuuu" desesperado no meio da sala, cada "Xukruty" respondido meio envergonhado.
O medo me cerca. Do lado que foi, do lado que é e do lado que será. É muito difícil lidar com tantas mudanças, ter que se desapegar de tanta coisa, tanta gente.
As lágrimas sempre presentes indicam tristeza, alegria, ansiedade, medo e, principalmente, saudade.
"Te amo com a certeza de que você pode ir, te tenho com a certeza de que irá voltar pra gente ser feliz. Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe. Você dividiu comigo a sua história e me ajudou a construir a minha e hoje mais do que nunca somos dois e a nossa liberdade é o que nos prende... Viva todo o seu mundo, sinta toda a liberdade e quando a hora chegar, volta... Que o nosso amor está acima das coisas desse mundo. Vai dizer que o tempo não parou naquele momento. Eu Espero por você o tempo que for pra ficarmos juntos mais uma vez."
Mais uma vez - Jota quest
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
À instabilidade das cousas do mundo

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol e na luz, falta a firmeza,
Na formosura não se crê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
Gregório de Mattos
(dizem que preguiça mata, né? Tô lascada!)
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Os bonecos de barro

..."As dificuldades surgiam como uma vida que vai crescendo. Seus bonecos, pelo efeito do barro claro, eram pálidos. Se ela queria sombreá-los não o conseguia com o auxílio da cor, e por força dessa deficiência aprendeu a lhes dar sombra ainda por meio de forma. Depois inventou uma liberdade: com uma folhinha seca sob um fino traço de barro conseguia um vago colorido, triste assustada quase inteiramente morto. Misturando barro à terra, obtinha ainda outro material menos plástico, porém mais severo e solene. MAS COMO FAZER O CÉU? Nem começar podia! Não queria nuvens — o que poderia obter, pelo menos grosseiramente — mas o céu, o céu mesmo, com sua existência, cor solta, ausência de cor. Ela descobriu que precisava usar uma matéria mais leve que não pudesse sequer ser apalpada, sentida, talvez apenas vista, quem sabe! Compreendeu que isso ela conseguiria com tintas.
E às vezes numa queda, como se tudo se purificasse, ela se contentava em fazer uma superfície lisa, serena, unida, numa simplicidade fina e tranqüila."
Clarice Lispector
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Quando as paixões acabam resta a serenidade.
É como se toda aquela turbulência se fosse como uma tempestade passa e deixa tudo remexido que com o tempo se ajeita.
O sol aparece e as coisas voltam ao seu devido estado. Algumas árvores caídas, alguns pássaros se vão, mas essas mudanças comporão um novo ambiente talvez mais resistente a novas tempestades. Os bichos saberão onde se esconder, as árvores que ficaram são fortes o suficiente para não cair, tudo se torna diferente, porém seguro.
Muitas vezes as pessoas que deixamos de amar assumem uma posição diferente em nossas vidas. Talvez uma posição mais confortável para ambas as partes. Um novo ambiente se forma. Quem sabe mais forte.
Não deveremos, no entanto, torcer para que as paixões se acabem. Tudo talvez seja mais bonito antes da tempestade.





